| 23.12.06 |
| Boas novas no mundo da música |
Yusuf Islam, o Cat Stevens, conhecido por clássicos como "Wild World" e "Father and Son", voltou ao mundo pop lançando um excelente disco já bastante elogiado pela crítica: An Other Cup.
Algumas das músicas nos remetem ao início dos anos setenta, onde ele lançou os melhores trabalhos. As letras, assim como algumas das melodias, nos convidam para a reflexão filosófica e espiritual. Não posso negar que vivencio um estado de êxtase com tal notícia, pois que sua música já estava presente em minha vida antes mesmo de eu "me entender por gente" e até hoje me acompanha intensamente.
Fico aguardando uma possível visita ao Brasil. Eis uma das músicas do novo trabalho, a qual tem me obrigado a cantarolar ininterruptamente nestes últimos dias: Maybe There's a World |
posted by Atomus @ 12/23/2006 01:46:00 PM  |
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| 15.12.06 |
| A Sua Verdade |
Já se perguntou por que você acredita em certas coisas? Nós recebemos uma informação, simpatizamos com ela, e saímos em busca de algo que a comprove e a reforce. Porém por alguma razão a gente não se aprofunda no assunto e toma aquilo como realidade. Às vezes pelo o medo de que a antiga inquietação retorne, às vezes mesmo pela dificuldade e até preguiça de ter acesso a mais informações. Você acredita em Deus? Não? Sim? Por que e como surgiu essa crença? Você acredita no "coisa ruim"? Não? Sim? Por que e como surgiu essa crença? Você acredita em reencarnação? Não? Sim? Por que e como surgiu essa crença? Traga esse tipo de questionamento para o cotidiano, para a sua visão política, para sua visão sobre as pessoas, sobre seu trabalho, etc. Você pode se surpreender! |
posted by Atomus @ 12/15/2006 12:02:00 PM  |
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| 10.12.06 |
| Mudanças |
E eis que aparece o novo, uma nova visão, ou uma nova concepção daquela velha e tão execrada crença. O que você faz? Não se dá tanto ao trabalho de investigar porque sua visão de mundo já está muito bem formulada? Ou "vamos a ela!", vamos desconstruí-la e mostrar que tudo isso não passa de pura enrolação! Mas eis que de repente a coisa parece fazer sentido e tudo aquilo em que você acreditava de repente se encontra com as estruturas seriamente abaladas. Você começa a passar mal. Tantos anos construindo e alimentando uma ideologia; e agora, "vítima" do seu próprio desenvolvimento racional, você descobre que vai ter que remontar toda a estrutura existencial dentro da caixola.
Pois é, amigos, isto é algo que pode acontecer com qualquer um, a qualquer momento. Alguns não aguentam e sucumbem, seja à morte, seja à loucura; outros se entregam ardorosamente, como se a Verdade finalmente tenha se feito presente, num surto de fanatismo; mas geralmente nenhum deles está ciente de que isto se dá por uma premissa básica humana: você cresce. Você amplia não só fisicamente, como intelectualmente. A ampliação física cessa (não as mudanças), a intelectual prossegue.
Se você mantém a calma, a perseverança, a paciência, se você cultiva a consciência de que a transformação é uma constante no universo, e se você busca por valores e virtudes que devem levar à transcendência do atual estado humano; uma nova visão de mundo, provavelmente muito mais próxima da Verdade do que a anterior, pode se fazer presente.
Avalie: qual a atual distância entre você e a sua fé? |
posted by Atomus @ 12/10/2006 03:47:00 PM  |
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| 3.12.06 |
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| Anteontem retirei uma formiga da água, poupando assim sua vida. Refleti então sobre o fato de que ela não teria consciência da existência de um responsável pela sua vida, de seu salvamento e da história que haveria então de ser escrita. E nós, temos? |
posted by Atomus @ 12/03/2006 04:32:00 PM  |
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| 30.11.06 |
| Auto-Estima |
“Onde foi que eu errei?!” Acho que todo mundo aqui já se fez essa pergunta. Eu vou tentar respondê-la mesmo sem ter a menor idéia de qual situação gerou isso, e esta resposta poderá fazer bastante sentido: errou no momento em que achou que sabia o que seria melhor e que deveria conseguir o que pretendia. Parece lógico, mas se você for mais fundo, vai perceber que isso que você queria, muito provavelmente era algo que iria fazer com que pudesse provar algo para alguém, conquistando assim a aprovação por parte do outro. Finalmente você teria então a ilusão de que conseguiu provar para si mesmo, e isso geraria uma enorme satisfação. Mas por pouco tempo.
Por que a gente tem essa necessidade de provar que é capaz, de chamar a atenção dos outros, e por fim, de obter aprovação? Problemas com a auto-estima? É.
Se a gente parar um pouco e observar as pessoas que estão próximas, facilmente irá perceber alguém tentando se auto-afirmar. Analise o teor dos diálogos, as atitudes, os olhares. E com a gente não é diferente.
Parece que estamos perdidos em nós mesmos. A maioria de nós não pode ter uma conversa com alguém sem que surja a necessidade maior de impor as próprias idéias mesmo que elas estejam erradas ou ultrapassadas. A verdadeira busca pela verdade está quase extinta. É um fato triste, e que pode facilmente ser constatado.
Segundo alguns filósofos e religiosos, esse jogo começou quando nos separamos de Deus, e vai terminar quando reatarmos totalmente nossos laços com Ele. Faz sentido, e pretendo escrever um post sobre isso mais adiante.
Mas o mais importante é: o que devemos fazer então? Não é de se admirar que, exatamente num momento em que as pessoas estejam tão sem orientação, tão sem perspectivas, tão afastadas de si mesmas e cada vez mais se afastando dos outros; profissões como a psicologia, a psicanálise, a psiquiatria e algumas das terapias alternativas estejam tão em alta. Simplesmente pelo fato de que, não há outra saída, a não ser fazer o que vem sendo dito há milênios: começar a buscar “conhecer-se a si mesmo”.
Observem o caminho:
1- Eu me mostro deste jeito falso, pois esse não sou eu, mas eu quero que as pessoas pensem que eu seja assim (o bom, o feliz, o prestativo, o acuado, etc.). 2- Faço isso porque não quero que elas vejam que lá no fundo estou deste outro jeito (triste, magoado, desorientado, impaciente, culpando os outros). 3- E estou assim porque me sinto incapaz, não me sinto digno de ser feliz, de conquistar o que desejo (geralmente por causa de um determinado fato que trouxe uma experiência desagradável, traumática, e nesse momento nasce a necessidade de culpar alguém, seja a mim mesmo ou alguma outra pessoa envolvida). 4- Porém bem lá no fundo sei que sou plenamente capaz de conseguir aquilo que realmente quero (e parece insano pensar que essa experiência e suas consequências poderiam ser mais fortes do que Deus e do que eu).
Hoje em dia temos várias publicações que descrevem e denominam esses estados e como devemos lidar com os itens 1, 2 e 3 para fazer emergir 4.
A vontade de mudar, o reconhecimento e a aceitação de si mesmo e em seguida de Deus darão início a uma saga que provará ser a única que trará algo que realmente valha a pena. |
posted by Atomus @ 11/30/2006 03:36:00 PM  |
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| 26.11.06 |
| A Morte |
Como seria nosso mundo sem a morte? Há um conto judaico no qual Deus leva um aprendiz para um mundo onde não há morte. Neste mundo há uma bela paisagem, flores coloridas, há sempre sol, enfim, e o aprendiz se deslumbra. Porém o tempo passa e a beleza daquela paisagem se torna algo tedioso, encerrando assim a lição do rapaz.
A morte sempre implica em mudanças. Para nós, que vivemos num mundo em constante transformação, ela deveria ser encarada como algo simplesmente natural, mas não é. Por que será?
Na minha opinião, a morte parece ser algo extremamente agradável. Já li alguns relatos de EQMs (experiências de quase morte), e embora nada ainda esteja comprovado cientificamente, essas experiências parecem realmente demonstrar o que acontece quando nossos corpos físicos perecem.
Se fosse ruim morrer, por que estaríamos todos condenados a esse trágico fim? Sempre concebemos Deus como uma figura que exprime o amor puro; então se ele existe, dentro dos preceitos do que se entende por livre-arbítrio, provavelmente a morte, assim como a vida, refletem nosso estado de ser.
E se Deus não existisse? Possivelmente a morte seria o fim. Supondo que o nascimento fosse o início e a morte o fim, isto simplesmente desproveria a existência da maioria das pessoas e demais seres de qualquer sentido. Não havendo sentido para as coisas não haveria ordem, haveria o caos. Havendo o caos não há Deus. Como não há o caos, há ordem, e se há uma ordem há alguém que ordene, há Deus.
Fico então com a proposição de que há Deus, e que a morte não pode ser o fim, assim como algo obrigatoriamente ruim; mas que cada um morre e vivencia as experiências pós-morte de um modo mais intenso, porém proporcional ao seu estado de consciência em vida.
Algumas pessoas que passaram pelas experiências citadas acima, descrevem uma sensação que transcende qualquer outra anteriormente vivida. Por que então fugimos deseperadoramente da morte? Simplesmente porque temos algo de extrema importância para fazer aqui. Tanto o instinto de sobrevivência, como o medo do desconhecido (que logicamente estão relacionados) desempenham o papel de assegurar que faremos o possível para não sair deste mundo enquanto não fizermos o que tenhamos que fazer.
Acho que compreender isso seria importante para nós olharmos para cá agora e percebermos o que está sendo feito atualmente com nossas vidas, se estamos aproveitando para buscar entender e cumprir os nossos objetivos, ou se estamos simplesmente deixando a vida passar, nos perdendo em buscas sem sentido. |
posted by Atomus @ 11/26/2006 02:41:00 PM  |
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